Esta também não çodia passar: na 4.ª feira, dia 14, nasceu o meu segundo Neto - HENRIQUE AIRES! VIVA!!!
A Pedra Que Urra
Sexta-feira, Março 16, 2012
Sexta-feira, Fevereiro 04, 2011
O MEU NOVO LIVRO
Goastava de partilhar com quem viesse a ler esta nova: dia 11 de Março próximo, vou lançar no Centro Escolar de Gandra - Paredes - o meu novo livro de poesia 0FERENDA ORIENTAL, ed. PALIMAGE. Quando iniciei este blog, fi-lo com um poema-convite, envio agora o mesmo poema, pois é com ele que o livro principia, E A TODOS EU CONVIDO...
CONVITE
Defronte da cabana de bambu
Respira a esmeralda de um lago.
Virás quando tiveres tempo,
beberemos chá,
na casa de barro coroada de colmo
não encontrarás conforto.
É fácil saber qual é:
frente à porta e antes da cabana de bambu
uma árvore pujante de eternas
afogueadas gemas
anuncia os futuros visitantes.
Sexta-feira, Junho 04, 2010
Vamos todos de ser ovelheiros! Quando penso um pouco, sinto vergonha: onde está aquela força que na "outra" ditadura me levou à luta clandestina? Revejo hoje muitos dos que então estiveram comigo: a diferença é que eu, mudando embora, não me vendi nos mercados partidários... "erro meu, má fortuna..."
Quarta-feira, Junho 02, 2010
Estou farto de ler jornais... Estou farto de ouvir telejornais, entrevistas e quejandos... estou farto destes políticos de barriga cheia... Estou farto deste país... é triste, mas é o que eu hoje sinto! E ainda por cima andam por aí (estou a ouvi-los agora)aqueles trombones por causa do futebol! Da outra vez eram bandeiras: pelo menos, apesar dos pagodes chineses, não faziam barulho. Ai de nós se ganharmos alguma coisa no futebol - e sou insuspeito porque gosto mesmo de futebol, até o cheguei a jogar a sério - acordamos no dia seguinte com os impostos em cima e o ordenado em baixo... se sobrar algum... Raio de país.
Que pena, que eu gosto é mesmo desta minha terra!
Quinta-feira, Maio 13, 2010
aguadas tardes na lembrança antiga
doridas tardes
na ruína das memórias frias
a solidão é a grande cama da cidade
quando as folhas principiam a cair e
as árvores deixam o ar lavado
na nudez fria dos seus ramos
outra vez a solidão
quando a casa, vazia da espera
suspira no aprumo das janelas
ouvem-se as águas tardias e
rasgam-se as mãos nos vértices das paredes
as mãos sangram e
lavam-se depois na nudez das árvores.
(ouve-se ao longe o choro de uma criança ausente)
Quinta-feira, Abril 29, 2010
Já agora, iambém aí vai o poema que, no Natal, escrevi para a minha filha, dedicado à Alice, ainda no seu ventre:
NATAL DE 2009
Para a Alice e…
eis o abraço que é berço do mundo e
embala o teu futuro
eis a enseada repouso de todas as esperanças
eis o bordão dos passos por cumprir
eis o pousio da terra após a lavra
a mãe e o pai cumprirão o seu destino
fonte primordial de toda a seiva
porto seguro da memória que irá criar o mundo
na ternura de um beijo incompleto
que só o futuro um dia cumprirá
