domingo, março 12, 2006

Final de "O Leopardo", de Lampedusa, quando o embalsamado Bendicò ("porque até ele evocava recordações amargas"), foi "atirado para um canto do pátio que os homens do lixo visitavam todos os dias":
...durante o voo da janela até ao solo, a sua forma recompôs-se por um instante; viu-se um quadrúpede de compridos bigodes dançando no ar com a pata anterior direita erguida, como se amaldiçoasse. Deois, a paz voltou a cair sobre um pequeno monte de poeira lívida.

O que nos espera!!! Se ao menos puder ser com a pata erguida (direita ou esquerda, tanto faz)!

3 Comments:

At 3:02 da tarde, Blogger a-bordo said...

por uma série de razões o gatopardo é um dos meus livros de eleição; por esta também: quando deitamos fora as recordações felizes, deitamos fora muito do que nos pode suportar; quando o cão empalhado - a memória e a esperança que estão com ele - voa janela fora, entra janela dentro o definhar completo de Concetta... abraço

 
At 3:39 da tarde, Blogger ponto azul said...

Eu adoro esse livro!Bjs e hei-de voltar...:-)

 
At 4:08 da tarde, Blogger Aires Montenegro said...

Mais um amigo que se aproxima devagar. Sejas quem fores, sê bem-vindo, ponto azul... e um abraço do tamanho da "árvore de afogueadas gemas".

 

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